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sábado, abril 12, 2008

Descoberta

Estudos científicos realizados na Universidade de São Paulo mostram que a probabilidade de que duas calculadoras diferentes quebrem na mão de um mesmo aluno durante uma prova não é igual a zero.

O estudo conclui ainda que é possível que tal fato ocorra mais de uma vez em um espaço tão curto quanto 2 meses, e também relata um caso em que um aluno conseguiu uma terceira calculadora emprestada e que...parou de funcionar de repente.

(explicação importante: grande parte do problema foi devido ao meu desleixo, não cuidei das pilhas como deveria...E, como diria Pasteur, La chance ne sourit qu'aux esprits bien préparés)

terça-feira, março 11, 2008

Nosso pequeno cérebro primata é muito mais primitivo do que gostam de admitir a ciência e as religiões. Tomemos como exemplo aquela tribo do Pacífico cuja língua só tinha palavras para os números até 10 (cada número associado aos dedos da mão, claro). Para se referir a números maiores, eles apontavam para os próprios cabelos e diziam "muitos". No caso deles, "muitos" são 12 ou 4920, tanto faz.

Segure o sorriso, preconceituoso leitor, nós fazemos coisa parecida e não percebmos. Considere uma caixa d'água de 1000 L. Considere que entram 10L/min e saem 5L/min. O leitor de bom senso dirá que a caixa (se inicialmente vazia, se desconsiderarmos a evaporação, etc.) estará cheia depois de umas 3 horas e pouco. Muito bem, meus parabéns, caro leitor.

Considere agora a mesma caixa d'água mas dessa vez sem nenhuma saída. Se a cada DIA alguém despejar o conteúdo de uma garrafa PET de 2L dentro dela (e novamente desprezando a evaporação...afinal a caixa fica tampada pra não dar dengue, hehe), a matemática elementar nos diz que ela vai atingir o limite depois de 500 dias, quase dois anos. Você não acredita nisso, não é mesmo?

Por alguma razão que a psicologia deve explicar, aparentemente não conseguimos compreender plenamente esse tipo de previsão apocalíptica de longo prazo, mesmo num caso simplório e completamente determinístico como esse da caixa d'água. Quando dizem que São Paulo vai PARAR em 2 anos, nós fazemos pouco. Parece que não tem como piorar e que os limites já foram atingidos, mas sempre piora. Um dia a caixa extravasa...

PS: ao leitor que está se questionando da onde alguém tira tempo pra pensar essas besteiras, digo que o caos no metrô era tão grande hoje à noite que após uma hora e meia em pé admirando a massa humanda não era possível pensar em outra coisa. As pessoas tiravam foto do aglomerado! Cada cidade tem o ponto turístico que merece...

quarta-feira, janeiro 30, 2008

MRBCI

Que histórias bizarras acontecem comigo no metrô não é exatamente uma novidade. Mas, mesmo depois de perder o tênis na Sé ou de apanhar de uma velhinha louca no Tatuapé, ainda há espaço para novidades.

Voltava eu para casa carregando em um saco plástico um pequeno lote de iogurte natural. É importante esclarecer que tal produto foi produzido por mim mesmo, com o ligeiro auxílio de uns lactobacilos e streptococos. Ao lacrar um dos copos de iogurte, minha falta de experiência fez com que uma das tampas ficasse ligeiramente torta e portanto ela não fechava tão hermeticamente quanto eu precisava.

Isso não teria provocado maiores conseqüências se o próprio saco plástico não rasgasse. O iogurte começou a vazar ainda no ônibus mas as coisas pareciam sob controle. Já no metrô o drama se acentuou, a sujeira ficou maior e tudo seria muito pior se a distinta senhorita que voltava comigo não tivesse um saquinho pequeno. Como nada na vida é perfeito, ele era realmente pequeno e só acomodava dois potes. Coloquei os dois lacrados no saquinho e deixei o aberto no saco furado. Bastaria jogar a meleca no lixo e seguir por mais trocentas estações até o conforto do meu lar. No entanto...

No entanto parece que São Paulo virou Londres...Não há mais lixeiras no metrô daqui, caro leitor! Essa guerra contra o terrorismo não pára de fazer vítimas inocentes...

Entrei num trem da linha azul e obviamente eu era o passageiro (n+1), sendo n o número de assentos. Com alguma dificuldade consegui um equilíbrio precário, segurei firme os meus três potes e segui derramando umas gotas de iogurte sem medo de ser feliz. Por sorte, uma simpática senhora (essa desconhecida) tirou um saco grande do meio de suas coisas e me deu! Ainda há boas almas por aí. Embrulhei tudo e rumei até a Sé.

Chegando na linha vermelha uma gordinha de tranças (talvez desconhecida, talvez não) ficou me olhando e finalmente me cumprimentou. Balancei a cabeça, disse que sentia muito mas que não sabia se a conhecia. Ela então disse que eu parecia familiar...

"Sim, minha senhora, é óbvio que eu pareço familiar. Faço parte do braço armado do Movimento Revolucionário dos Barbudos que Carregam Iogurte. Você deve estar me confundindo com algum outro membro. Nosso objetivo é espalhar o caos e a discórdia pelas metrópoles brasileiras espalhando leite fermentado nos meios de transporte público. Tá vendo aquela menina carregando uma caixa de esfihas do Habib's? Ela também faz parte do grupo, constitui a tropa de vanguarda que vem analisando a situação há tempos, nos referimos a eles como "os turcos". Nunca achou estranho que SEMPRE houvesse alguém levando esfiha no metrô? Sempre de carne? Sempre do Habib's? Não há mistérios, minha cara, tudo tem uma explicação racional. Agora fique quieta e não faça movimentos bruscos, carrego 3 potes de iogurte e não tenho medo usá-los."

Tudo seguiu bem até a Penha. Desci rapidamente e não encarei a gordinha, era melhor não dar maiores pistas para quando ela fizer meu retrato falado na Polícia.

quinta-feira, maio 31, 2007

Ainda no mesmo tema...

Como não é todo dia que se ganha uma competição num programa de TV, creio que o assunto merece um segundo post.

A pessoa que deve ser realmente agradecida, antes mesmo do meu pai ou da nossa líder é um desconhecido jurado neo-zelandês corrupto. Eu explico.

Quando a FIFA foi definir o país organizador da Copa de 2006, a África do Sul despontava como franca favorita. Porém, há fortes indícios de que o comitê alemão subornou o pessoal da Nova Zelândia e, surpreendentemente, venceu a disputa por apenas um voto. E daí, pergunta-se o leitor.

Daí que eu não fiz um estágio no Chile porque não daria tempo de conciliar com a Copa na Alemanha. Daí que em não sabendo espanhol direito abandonei o projeto de fazer o estágio atual na Espanha. Daí que se eu não tivesse voltado em abril nada disso aconteceria.

Agora deixa eu fechar a janela que esse bater de asa de borboleta tá provocando um vendaval daqueles...

segunda-feira, maio 28, 2007

"Kalynka era uma menina muito azarada. 'Ha ha ha', diziam seus amigos, 'como você é azarada'. Eles eram maus.

Um dia, ela foi até a televisão para gravar um programa. 'Ela nunca vai ganhar', diziam seus amigos. E aí ela foi, e ela respondeu, e ela não parava mais de responder e aí ela ganhou e ficou muito muito feliz. Fim."

Infelizmente a vida não é uma história infantil. Felizmente, porém, ela também não é um filme norte-americano. Imaginem um time vermelho, daqueles típicos. Pessoas sem coração e que intimidam os bonzinhos...

Pois bem, é possível que uma vez na vida o time vermelho ganhe. Sim, acontece do time vermelho acertar no último segundo e roubar a liderança...Pior ainda, a equipe vermelha pode ficar tão na frente, mas tão na frente, que a reação dos bonzinhos se torne matematicamente impossível.

"E aí ela foi, e ela respondeu, e ela não parava mais de responder e aí ela ganhou e ficou muito muito feliz. Ela mostrou pra todos que era capaz, 'Ha ha ha, eu ganhei'. Fim."

quinta-feira, maio 10, 2007

Um convite

Caro leitor, querida leitora

Você gostaria de participar de um bizarro programa de televisão, respondendo diversas perguntas de conhecimentos gerais e podendo ganhar uma moto nova?

Para maiores esclarecimentos, deixe um comentário que eu responderei individualmente. Atenção, este é um anúncio sério, NÃO é uma piada.

segunda-feira, março 12, 2007

C'est fini

"Tudo acaba, leitor; é um velho truísmo, a que se pode acrescentar que nem tudo o que dura muito tempo. " (Machado em Dom Casmurro)

Quando o Marcos defendeu o pênalti do Marcelinho ele tinha quase 27 anos. Lembro de pensar na ocasião que mesmo ele sendo monstruoso e tendo mudado a história alvi-verde definitivamente, o tempo pesaria para ele também. Com sorte, teríamos mais uns 8 anos dele no Parque.

Pois bem, tal fato aconteceu há...7 anos! Por conta de inúmeras e complicadas lesões, o tempo efetivo dele como camisa 1 deve ter sido metade do que eu tinha previsto. Uma pena, mas a vida é cheia dessas coisas.

Agora ele quebrou o braço e o Diego já tem idade para ser titular. Apostaria, com um imenso peso no coração, que é o fim do nosso querido goleiro e salvador.

Paralelamente, do lado de cá do Atlântico, uma médica de uma escola militar examina o tornozelo de um goleiro brasileiro e determina que ele deve ficar umas semanas de repouso. Já tendo assinado um pré-contrato para voltar ao Brasil, é o final de minha carreira européia...

terça-feira, dezembro 12, 2006

Descobri hoje uma lista com a classificação dos estrangeiros no concurso de entrada da Polytechnique. Foram 69 aprovados, eu fiquei empatado em 66.

Uma das pessoas que ficou atras de mim é um camaronês que estudava na Tunisia. Logo que chegamos aqui houve uma apresentação do departamento de esportes e um dos militares responsaveis pelo futebol confessou que na hora de decidir se ele seria aprovado ou não o que pesou foram suas habilidades futebolisticas. Sério, ele veio unicamente para reforçar o time. O cidadão joga realmente bem e, acessoriamente, sabe mais matematica que 95% dos latinos.

Eu fico pensando o que diabos levou os caras a me escolher. A prova, certamente, não foi, porque nem eu mesmo me aprovaria . Talvez tenha sido a carta de motivação, o que também não é muito plausivel porque esse tipo de carta é sempre igualmente vazio. Sobra apenas a sorte como explicação.

Sim, porque, como foi dito no video da bolinha de tênis, às vezes ela cai do nosso lado da rede, às vezes não.

A minha tese sobre o universo, a vida e tudo mais é que em cada momento-chave da vida de cada um de nos o universo se duplica abrigando assim as duas possibilidades em bizarros mundos paralelos. Prefiro admitir que essa duplicação tem alguma relação com a espécie humana por um principio mais antropocêntrico que antropico. Antes que alguém me leva muito a sério apesar da falta de acentos, eu nao estou propondo aqui nenhuma teoria definitiva e não tenho nenhuma resposta às duas perguntas evidentes que esse modelo deveria responder: de onde vem a matéria para os univeros multiplos e como é feita a seleção do que merece ser bifurcado ou não.

Em todo caso, não questione de onde vêm os recursos mas tente aproveita-los ao maximo e principalmente não perca seu tempo procurando explicações de critérios arbitrarios.

sábado, dezembro 02, 2006

Memoria...

Outro dia me veio na cabeça essa cena:



Dei sorte de achar, e ainda com legendas em português!

Como nem tudo pode ser perfeito, esqueci qual era o assunto de que eu ia falar. Apreciem o começo do filme por si so' e pensem num final de historia compativel. Podem me entregar por email até segunda que vem, com no maximo 25 linhas, fonte Times New Roman 12. Obrigado.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Encore et toujours



O leitor atento já esperava por isso. Infelizmente, estava ocupado com os detalhes da minha futura viagem para a Inglaterra e acabei deixando passar o dia 30...

É isso, 7 anos da infame derrota. 2557 dias pensando "puta que pariu, perdemos".

Acreditando de antemão nos poderes demoníacos do 30/11, fui para a nossa estréia no torneio de hand com tanta esperança quanto um peru indo para o abatedouro. A esperança não aumentou muito quando eu vi que os nossos adversários ostentavam uma bela camiseta vermelha. Quando eu reparei que o goleiro deles estava com o uniforme da seleção Inglesa, pensei em pedir pro meu técnico pra ir embora. Era perda de tempo, claro.

Já haviamos jogado contra aquela equipe, no ano passado. Perdemos, como sempre. Hoje perdemos de novo, de muito, como de costume. Mas não foi nada épico. Nenhum lance mágico que poderia ter mudado tudo. Nenhuma humilhação suprema. Nada, uma derrota comum, daquelas que acontecem semana sim, semana também.

Fico mais triste pela falta de grandiosidade que pela derrota em si. Mas a vida segue e semana que vem tentaremos perder com um pouco mais de sofrimento.

(PS: eu poderia dizer que o melhor jogador do time deles parecia com o Giggs, o galês que faz o cruzamento do gol do Manchester...poderia também dizer como foi doído me esticar e sentir que não alcançaria uma finalização por cobertura. Seriam apenas detalhes, nada que mereça ocupar o precioso tempo do querido leitor.)

domingo, novembro 26, 2006

Derrotas e derrotas

Em geral tendemos a acreditar que uma derrota não é algo muito grave, ou porque se tera uma outra oportunidade de se conseguir a mesma coisa ou por conta daquelas crendices populares terriveis do tipo "Deus escreve certo por janelas tortas" ou "Fecha-se a tampa da caneta mas se abre uma porta".

Delirios à parte, é preciso admitir que existem coisas importantes em que realmente perdemos. De vez, finito, game over sem continue. E é exatamente por esse carater irreversivel que elas se tornam ainda mais importantes, afinal so'se costuma dar valor ao impossivel...

E é nesse tom incrivelmente otimista que eu desejo a todos um bom começo de semana do 30/11.

sábado, novembro 25, 2006

Pequeno pensamento sobre o passado

Ha' exatos dois anos eu fiz a prova oral para entrar aqui.

Fica a deixa para o caro leitor refletir o quanto mudou nos ultimos 730 dias, quantos sonhos realizou, quantos teve que enterrar...

Eu, infelizmente, não ando com tempo sobrando para fazer uma profunda analise sobre isso. Além do mais, existem dois anos de arquivos ao alcance de um clique para que novamente o querido leitor possa trabalhar um pouco e determinar o quanto eu mudei, quantos sonheis realizei e quantos tive que enterrar. Além das provas, meu computador esta' com um simpatico virus que faz com que ele reinicie a cada pouco. Assim sendo, deixo mais uma citação do Pessoa que retrata bem o momento:


Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.

(Ricardo Reis)

sábado, novembro 18, 2006

17

A história já é meio antiga mas eu esqueci de postar da Itália.

No vôo Paris-Roma, tomamos um avião da Alitalia, com suas poltronas inacreditavelmente verdes. Sentei no meu lugar, lá pela fileira 16, e aguardava, impaciente, que os franceses encontrassem logo seus assentos. Um menino francês vira então para seus pais mãe e fala, "olha, eles não tém a fileira 17". Silêncio da parte dos adultos. O franchuquinho então, usando seu brilhante cérebro dedutivo, exclama "ah, só pode ser para que o avião pareça maior".

Mas o pequeno não tinha razão. O 17, na Itália, é considerado de mau agouro, assim como o nosso 13. Segundo a Wikipedia, é porque 17 em romanos é um anagrama de "eu vivi" em latim (XVII e VIXI, respectivamente), e assim o 17 passou a ser associado com a morte.

Se eu fosse o pai da criança não saberia dar essa bela explicação envolvendo línguas mortas, teria dito algo assim:

"Então, meu filho, os italianos acham que o 17 dá azar. Na copa de 90 eles perderam nos pênaltis e foi o número 17 que errou. Na copa seguinte, eles resolveram dar os números para os jogadores de acordo com a ordem alfabética e o Baggio (cujo prenome é Roberto) ficaria com o famigerado número. O que a sabia federação italiana fez foi deixar o número de todos na ordem alfabética mesmo e o craque com a 10. Como vocé sabe, o pseudo 17 perdeu o pênalti.

Em 98 eles foram eliminados nos pênaltis de novo, mas o 17 nao fez nada de mais. Em 2002 eu não vi eles perderem da Coréia (maldita copa do outro do lado, é sempre bom dizer) mas também não teve nenhuma influência. Quando eu estava em Berlim em 2006 a primeira coisa que eu pensei quando acabou a prorrogação foi "quem é o 17, meu Deus?". Era o glorioso Simone Barone, que só entrou em campo em um jogo (contra a Ucrânia), que seu pai não viu porque estava fazendo churrasco com o dinheiro do governo francês.

E é por essas e por outras que não tem poltrona 17".

Talvez ter um filho não seja tão má idéia assim. Talvez ter uma vaga de comentarista na tv supra essa necessidade.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Que complementa o anterior

Futebolzinho noturno contra franceses da periferia que vieram até a escola para jogar com a gente, uns conhecidos do Michael.

A equipe latina vence tranqüilamente por 9 a 4 quando seu goleiro, este que vos fala, pensa que talvez ele seja meio exagerado, que não necessariamente a vida é um vale de lágrimas, derrotas contra equipes que só sabem cruzar a bola na area e outros tipos de fracasso. Vejam só, estávamos nos vingando de 98, 2006 e ainda sobrava um gol a nosso favor.

O fato é que a partida terminou 14 a 12. Para eles, claro, porque o autor pode até ser um pouco paranóico, mas que não tem sorte, não tem.

terça-feira, novembro 07, 2006

Que eu gosto de dar uma dimensão épica a cada uma de minhas inumeras partidas de handball não é novidade nenhuma. Porém, fazia tempo que não acontecia nada de relevante.

O goleiro bom não foi treinar ontem, então o técnico ocupou o que seria o meu lugar e eu pude jogar com a equipe boa. Deveria ter sido um massacre nosso, mas os caras não estavam muito inspirados. Tudo ia bem até faltarem 30 segundos para acabar o jogo. Venciamos por um gol de diferença, ultimo ataque. Uma defesa minha e a vitoria seria nossa. O cronometro avança inexoravelmente, eles se precipitam, arremessam de qualquer jeito e eu consigo espalmar.

Mas...

A bola sobra na mão do pior jogador da Polytechnique inteiro, talvez da França. O coitado é um mongo, o jogo estava ganho. Todo o time deles grita para o maluco tentar o arremesso, ele joga mal e eu, sem muitos problemas, defendo de novo. Pronto.

O problema é que a bola pegou no meu braço, desceu, pegou no meu calcanhar e entrou. Eu praticamente fiz o gol contra do empate...

Todos ja' viram um filme em que o garotinho estranho vence a partida no ultimo segundo de modo espetacular, passa a ser querido por todos, descobre que a menina popular da escola gostava dele e tudo termina bem.

Faltam filmes sobre goleiros...

segunda-feira, outubro 30, 2006

Roma...

Bom, nesse exato momento estou numa lan house bizarra em Roma numa avenida perto do albergue. A gente estava num albergue mas deu problema no encanamento, mandaram a gente pra um outro...O outro é bizarro que o primeiro, sendo que o primeiro chamava Asterix e tinha uma bandeira dos Estados Unidos como cortina...Bem, explodiu um cano do banheiro desse albergue e tivemos que mudar para um outro. Agora estmos dividindo o quarto com um casal frances.

Quando o cara do albergue nos avisou que eles eram franceses, a gente comecou a inventar historias. Falar que falava frances ou esconder pra ouvir historias? Impossivel mentir, tinha coisa demais denunciando, a começar do guia de Roma emprestado da bibloteca da X. Pensamos em fazer uma historia alternativa, que a gente era estudante no brasil e tava de ferias aqui. O problema e a necessidade de inventar mentira é que a X é escola de burgues e os caras que estavam no nosso quarto tinham um nome africano bizarro e vinham do bairro mais pobre de Paris (isso a gente leu na etiqueta da mala, hahaha). Vai que eles roubam a gente? Vai quel eles pegam nossos orgaos ou simplesmente dao um couro nuns polytechniciens?

No final a gente decidiu falar toda a verdade, era o unico jeito de ter uma historia sem furos...

Mas na verdade mesmo os franceses chegaram quando a gente ja tava dormindo e nos saimos de manha hj antes deles acordarem...Anti clmas total.

O primeiro albergue tinha "cafe da manha" mas na verdade era so leite, suco de laranja, manteiga egeleia (tinha acabado o pao quando fomos comer). No segunod albergue nao tivemos coragem de tentar comer hj de manha pq um dos funcionarios era um negao gigante, meio viado, que tentou abraçar eu e o tiago...melhor ficar sem comer que ser a comida, hahahah.

Ja vimos o coliseu, a basilica de sao pedro...Nao deu pra ver o padre alemao maldito, amanha vamos terminar de ver as coisas romanas antigas. Nao jogamos moeda na fontana di trevi, nao vamos retornar a ROma, hahaha. è uma bela cidade, no entanto.

Andamos igual dois camelos, tomamos um pouco de sorvete e comi um penni 4 formaggi...Nada mal.

Iòpressoes, comentarios mais profundos, interaçoes com franceses bizarros e afins nos proximos capitulos da minis2rie "dois sobreviventes brasileiros no Lacio".

ps: pensando bem, isso aqui vai virar post, hehehehe.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Era para deixar aberta, Pandora!

domingo, outubro 22, 2006

O fim

Há uns bons 7 anos disputei meu último campeonato de xadrez na escola. Eu era, sem falsa modéstia, um dos melhores jogadores da referida escola de periferia, o que não quer dizer muito e nem permitiu que eu fosse campeão alguma vez. Pois bem, naquele sábado eu teria minha última chance.

Tudo ia bem até a semifinal, quando cruzei com um japonês que jogava no mínimo no mesmo nível que eu. Seria uma partida difícil, uma espécie de final antecipada. Dei azar no sorteio (nunca gostei das pretas, sem racismo, por favor), fiz duas merdas tremendas e em uns dez lances perdi o jogo. Incrível. Ou não tão incrível, se considerarmos que de todos os inúmeros torneios de alguma coisa que eu já participei a única vitória foi num bizarro campeonato de handball de areia...

Fiquei uns instantes olhando para o tabuleiro, aquele mate estúpido, a derrota, a certeza de que nunca mais eu teria outra oportunidade, o fim daquele pequeno sonho infantil. Acontece com todos, por que seria diferente comigo?

Nenhuma comparação, evidentemente, é possível com a aposentadoria do Schumacher. Digo, sem vergonha, que eu curto o alemão. Ele é tremendemante sem coração (vide episódio em que correu e venceu logo depois da morte de sua mãe), sem escrúpulos (vide jogar o carro contra o Villeneuve em duas oportunidades) e sem carisma (não me ocorre nenhum bom exemplo agora, mas vocês entenderam a idéia). Um mega campeão "do mal", com um carro vermelho, sem a menor condição de arrebatar uma legião de fãs. Um bom souvenir dos tempos em que eu admirava esses povos nórdicos e frios.

Hoje assisti a uma corrida de Fórmula 1 pela primeira vez em uns 3 anos. Não poderia deixar de torcer por um pequeno e derradeiro milagre para o campeão germânico. Não veio, uma pena. Ele, no entanto, diz adeus tendo conseguido tudo aquilo que era possîvel ganhar. Menos, é claro, o respeito e a admiração unânime que justificariam uma alcunha do gênero "O Pelé do Automobilismo".