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domingo, fevereiro 24, 2008

Exrtraído do CFC

"Aponte o tipo de infração descrita na passagem abaixo:

'Fulano recebe uma ligação e descobre que precisa ir urgentemente para o aeroporto. Parte então de sua casa numa via de trânsito rápido (velocidade máxima permitida = 80 km/h) e percorre 10 km em 5 minutos, ou seja, sua velocidade média foi de 120 km/h.'"

Resposta do instrutor: infração grave pois 120 km/h corresponde a um excesso de 50% em relação ao limite de 80 km/h, portanto 5 pontos na carteira e multa de x reais.

Intromissão do reles escriba: se 120 km/h foi a velocidade média e ele estava inicialmente parado, admitindo que o carro não pode ter acelereção infinita, então certamente em algum momento sua velocidade instatânea foi superior a 120km/h. Logo, infração gravíssima, 7 pontos e multa bem maior do que x.

Réplica do instrutor: O guarda não pode multar por presunção.

Tréplica (apenas imaginada para não apanhar da classe): a matemática básica é a única presunção em que eu consigo acreditar.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Pseudo-conformismo

Não se preocupem, ano que vem tem mais.

(Enfim, isso é válido pelos próximos 5 bilhões de anos, até que o Sol exploda como gigante vermelha, englobe a Terra e torne com isso a definição atual de "ano" um tanto quanto obsoleta. Mas em todo caso fiquem tranqüilos, 5 bilhões de anos é tempo mais que suficiente para corrigir qualquer coisa que por ventura tenha falhado em 2007.)

segunda-feira, novembro 12, 2007

A diferença entre as grandes e as pequenas dores é que destas esquecemo-nos ao acordar enquanto daquelas lembramos mesmo dormindo...

quarta-feira, outubro 31, 2007

Desde a infância me preocupo com o que se passa em alguns países de nossa Latino América...Não, não falo do flagelo imposto aos pobres camponeses colombianos nem do massacre dos indíos mapuches. O que realmente me incomoda é compreender como peruanos, bolivianos, venezuelanos e afins conseguem sobreviver e até mesmo serem felizes sabendo que suas equipes de futebol são medíocres.

Acreditem em mim, a falta de esperança é das coisas mais tristes que existem. Eles sabem que suas seleções não chegarão a lugar algum. Começam as Libertadores com plena consciência de que serão eliminados em pouco tempo. E ainda assim eles estão lá, indo nos estádios, festejando, vivendo, enfim.

Como quase tudo na vida, a felicidade é percebida pela diferença entre a expectativa e o que de fato ocorre. Ora, se a previsão é de fracasso e ele de fato se confirma, não há martírio, não há problema. Os peruanos não têm a obrigação de serem os melhores do mundo. Eles de fato fazem figuração e nem deve doer tanto.

Só comecei a compreender perfeitamente esse raciocínio quando o Palmeiras tornou-se mero coadjuvante do futebol nacional. No início do ano eu tinha plena consciência de que não haveria conquista alguma para celebrar, e realmente ver o título do São Paulo (mesmo com o Palmeiras em segundo no momento em que escrevo) é tão indolor quanto assistir um pôr-do-sol.

segunda-feira, julho 09, 2007

Dentinho, mas pode me chamar de Bruno Bonfim.

Escalação do Corinthians contra o Fluminense no último final de semana:

Felipe; Kadu, Zelão e Betão; Wellington (Pedro Silva), Carlos Alberto (Rosinei), Bruno Octávio, Dinelson (Bruno Bonfim) e Marcelo Oliveira; Everton Santos e Finazzi
Técnico: Paulo César Carpegiani

Escalação do Brasil campeão em 1958:

Gilmar; Djalma Santos, Orlando, Bellini e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo.

A principal diferença do futebol nos últimos 50 anos não foi a mudança tática (evidenciada pelos ";", de um 4-2-4 a um "moderno" 3-5-2) mas sim os apelidos. Duvido muito que Édson do Nascimento fosse o melhor jogador da história do esporte. Claro, Maradona se chama realmente Maradona, assim como Puskas, di Stéfano, Zidane ou qualquer outro desses e até por isso que eles são os outros e Pelé é o Pelé.

Casos patológicos à parte, há uma tendência estatística inegável. Ostentavam um sobrenome 4 jogadores daquela seleção, sendo 3 defensores e o Zagallo, que já era, desde então, o Zagallo. O único chamado unicamente pelo sobrenome, Bellini, era o capitão, em perfeito acordo com a origem militar do termo. Do meio para frente eram 83% de apelidos.

No alvinegro contemporâneo, é o número 9 (isso quer dizer que é o cidadão que deveria fazer gols, o atacante máximo, cara leitora desinteressada) que se esconde atrás de um sobrenome, Finazzi. 6 tinham nome duplo, entre eles o garoto Bruno Bonfim.

Ora, nada me alegraria mais que ver o sucesso de um Bruno nos gramados, mesmo sendo jogador do Corinthians. Ouvir o próprio nome sendo gritado a plenos pulmões é excelente mas nesse caso há um problema. O garoto, no melhor estilo Ronaldo(s), tem os dentes terrivelmente tortos, sendo por isso carinhosamente chamado de Dentinho...

Carpegiani disse que ele tinha um nome tão bonito que deveria doravante ser chamado apenas de BRUNO BONFIM. Obrigado, Carpegiani, mas são essas pequenas coisas que estão matando nosso futebol.

quinta-feira, maio 17, 2007

Se esta frase é verdadeira, então Papai Noel existe

Admita que a frase do título é verdadeira. Então, já que ela é verdadeira e ela diz que nesse caso Papai Noel existe, podemos concluir que Papai Noel existe. Essa etapa é uma conseüência da técnica de dedução conhecido como derivação condicional.

Agora, se a frase é verdadeira então Papai Noel existe, exatamente o que a frase afirma. Logo ela é verdadeira e Papai Noel tem que existir.

Como é evidente que qualquer afirmação pode ser "provada" dessa maneira, há um paradoxo.

(extraído de http://en.wikipedia.org/wiki/L%C3%B6b%27s_paradox)

quarta-feira, maio 16, 2007

"Depois de muitos anos em que vivi numerosas experiências, seguramente tudo que sei sobre moral e responsabilidade devo ao futebol. Aprendi que a bola nunca vem para a gente onde se espera que venha. Isso me ajudou muito na vida, principalmente nas grandes cidades, onde as pessoas não costumam ser aquilo que a gente pensa que são..."

Albert Camus, filósofo, escritor e goleiro.

quinta-feira, abril 19, 2007

A eliminação do Palmeiras há uma semana passou relativamente despercebida. É um sinal de que o clube está deixando de ser grande, as derrotas e humilhações não assustam mais. Não vou reclamar diso, prefiro falar de um instante fugaz.

Relembrando, quando faltavam 15 minutos para o final do jogo o Palmeiras precisava de um desses dois milagres: marcar 5 gols no São Bento ou esperar que o Grêmio Barueri fizesse 2 no Bragantino. Obviamente nada disso aconteceria mas não foi tao óbvio assim...

Aos 45 do segundo tempo o Barueri marcou. 3 minutos de esperança. De repente, escanteio para o Barueri, era o empate saindo.

Naquele instante havia uma possibilidade bem real de acontecer o tal milagre, um cruzamentozinho bem feito, uma bobeada da defesa e voilà. Não saiu. Eu, torcedor doente, esperei até o último segundo e fiquei realmente chateado com a boa chance jogada fora. Nada como a esperança em vão...

Ontem, por outro lado, desisti rapidamente do jogo do Corinthians, não via qualquer esperança do Náutico voltar pro jogo (depois de estar perdendo por 2 a 0 eles conseguiram arrancar um 2 a 2). Afinal, logo depois da esperança em vão está certamente o remorso por nao ter tido a esperança enquanto ainda havia chance...

O problema da vida é que nunca se sabe se já é hora de desistir.

domingo, abril 15, 2007

A vida, a vida...

"All petroleum distillation processes are fundamentaly the same."

sábado, fevereiro 10, 2007

Le ménage

...porque, na porta da geladeira ou na vida, é muito mais fácil sujar do que limpar depois.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Os numeros não explicam tudo no mundo, (in)felizmente. Porém, eles costumam dar uma boa idéia de fenômenos diversos, em particular vamos falar d'O Fenômeno. Não, não é nada relacionado com viagens no tempo ou fisica de ficção cientifica, é so' Ronaldo "O Gordo" Nazario.

A leitura do grafico deve ser feita da seguinte forma: um ponto na curva azul indica a média de gols por jogo de Ronaldo em cada uma das equipes (Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter, Real Madrid e Milan, respectivamente. Alias, por indução seus proximos times serão o Ajax e o Atlético-MG, hehehe). Eu preferi não colocar a média de gols de cada ano, o que seria mais normal no caso de um jogador qualquer e que não tenha uma historia de contusões tão vasta quanto o Gordo.

A curva rosa não tem mistério, é so' o valor aproximado pago pelo seu passe. Não sei se o Cruzeiro pagou algo por ele, deixei portanto em branco.

Uma possivel analise interessante seria ver a diferença entre cada um dos valores de compra e venda e o numero de gols feito no periodo mas eu tenho mais o que fazer, por incresça que parivel.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Existem algumas expressões engraçadas na lingua portuguesa...Bebê de proveta, por exemplo. Quem ja' brincou num laboratorio sabe que uma proveta serve apenas para medir volume, acho que nenhum cientista teria a brilhante idéia de fecundar um ovulo numa delas apenas para ter um nome mais simpatico que "fertilização in vitro".

Por que diabos dizemos proveta então? O primeiro bebê desse estilo, segundo a historia oficial, nasceu no Reino Unido. A expressão em inglês é "test tube baby". Não precisa ser nenhum linguista ou quimico para perceber que entre test tube e tubo de ensaio não ha' muito diferença. Aonde entra a proveta entonces?

Talvez a expressão tenha se originado em Portugal depois de alguma tradução ruim do francês. é o caso de algumas expressões bizarras da nossa lingua, como rés-do-chão para térreo e pequeno-almoço para café da manhã. "Nossa lingua" foi meio forçado, afinal essas pérolas em geral não atravessam o Atlântico.

Enfim, em francês se diz "bébé-éprouvette"...E voilà uma possivel explicação. A principio éprouvette deve vir do verbo éprouver, experimentar. Experimentar no sentido de tentar se diz essayer então existiria uma relação logica entre éprouvette e tubo de ensaio. Uma rapida busca no google nos mostra, porém, que o termo é ambiguo: http://images.google.fr/images?hl=fr&q=%C3%A9prouvette&btnG=Rechercher&ie=UTF-8&oe=UTF-8&sa=N&tab=wi.

A Wikipedia clarifica bem a questão: "sous le terme générique d'éprouvette on trouve entre autres les tubes à essai, les éprouvettes graduées, (...)", e éprouvette graduée é a maldita proveta.

Tudo claro? Espero que sim. Algo util aprendido? Espero que não.

Mas sempre podemos acreditar que "bebê de proveta" foi uma primeira obra de arte do brasileiro que posteriormente se tornaria célebre ao sugerir que adotassemos AIDS no lugar de SIDA para evitar piadas com as 37 milhões de Aparecidas em territorio nacional...

domingo, fevereiro 04, 2007

La boucle se boucle 3 - porque até posts cíclicos terminam

Numa viagem de avião, existem grosso modo 3 fases: a decolagem, o vôo com velocidade de cruzeiro e o pouso. Claro que sempre podem exisitir coisas como a "queda em parafuso quando a turbina entra em pane", a "arremetida súbita devido à proximidade de uma montanha" e outras situações ainda menos agradáveis. (Em tempo: nenhum avião jamais conseguiu um pouso em alto-mar com sucesso. Todos aqueles tobogãs, coletes e similares existem unicamente por razões burocráticas e psicológicas).

Seria cômico imaginar um avião se aproximando da pista de pouso a toda velocidade. Como tudo na vida, é necessária uma transição entre o estado "voando" e o "parado". Tal transição tem tanto aspectos internos (recolher os fones de ouvido, acordar os gordinhos inconvenientes para forçá-los a erguer o banco) quanto externos (diminuição sensível de altitude e velocidade, baixar trem de pouso, etc.).

Além disso, no caso de grandes viagens há sempre uma preocupação em acostumar o passageiro com a situação geográfica do ponto de chegada. Assim, às vezes todos são forçados a acordar muito cedo (não apenas os referidos gordinhos) por questões de fuso horário. Se a cidade de destino está com um tempo muito mais frio, o aquecimento também é reduzido. Afinal, tudo que é gradual dói menos.

A impressão que dá é que acionaram o modo pouso na minha vida.

domingo, janeiro 21, 2007

Domingo à noite

Nada é pior que um domingo à noite. Defendo essa tese desde os tempos em que os créditos do "Topa Tudo Por Dinheiro" indicavam que o final de semana tinha realmente acabado e que a nova semana estava ali, inexoravel, nos aguardando com ansiedade.

Na mesma linha de raciocinio, um amigo meu (cuja propria existência é motivo de debate), dizia que o melhor das férias era poder assistir "Mesa Redonda Futebol Debate" até o final.

Nos tempos de eu menino, não sei qual era o grande problema do fim do fim de semana, com o perdão do trocadilho infame. Hoje o domingo me parece um grande dia de remorso por todas as atividades importantes e inadiaveis que eu tinha programado logo na sexta à tarde. Certo, eu não seria uma pessoa incrivelmente mais feliz se, ao invés de ter liderado os panzer germânicos sobre os japoneses e arabes (e os persas que se cuidem, eles estão sob a minha mira! hehe), eu tivesse lavado minha roupa e feito minha lição de inglês. São coisas pequenas demais, nada disso influi no nosso apocalipse térmico iminente (a minha fixação por efeito estufa é antiga, o resto do mundo que esta' me acompanhando agora).

Existem diversas maneiras para tentar, obviamente em vão, atrasar a chegada da segudna. No Brasil eu gostava de assistir futebol americano até absurdamente tarde. Aqui, bem, eu comecei a escrever esse texto, não cheguei a lugar nenhum e vou postar so' pra dar uma movimentada nisso aqui, não que valha a pena.

(Coisa que valeria muito mais a pena de debater seria o meu sonho da ultima noite: em linhas gerais, eu estava num hotel com o Lula e durante a noite extraterrestres começaram a controlar minha mente para que eu encontrasse uma ampulheta enterrada na areia. Possiveis interpretações nos comentarios, por favor).

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Guia

Escrever livro de auto-ajuda deve ser uma das tarefas mais fáceis do mundo contemporâneo. Existem, claro, inúmeros concorrentes, mas creio que o mercado é grande o bastante para absorver todas as besteiras que podem ser escritas. Afinal, se você jovem angustiado que busca uma orientação vocacional quer um conselho, anote este: por mais que o mundo mude, as pessoas nunca vão parar de comer nem de reclamar da vida.

A primeira coisa que você precisa para um bom texto de auto-ajuda é uma situação fora do normal. Pessoas em crise precisam de sonhos, de metas esdrúxulas, de desejos necessários para que elas entrem novamente nas engrenagens do capitalismo selvagem e continuem alimentando "tudo isso que está aí". Digamos, por exemplo, um fim-de-semana numa estação de esqui em algum ponto mal determinado dos Alpes franceses.

Adicione agora uma metáfora barata...Vamos lá, não é difícil, eu sei que você também consegue. Vou ajudar um pouco mais, vou dar um exemplo: "Uma velha lenda européia diz que durante um inverno rigoroso um garotinho queria muito sair de sua casa para brincar com seus amiguinhos mas a neve caída ao redor da cabana dificultava demais a empreitada. Por mais que ele tentasse, suas fracas perninhas acabavam ficando presas na neve fofa ou ele deslizava até cair sobre o duro gelo. Ele pediu então a seu pai que o carregasse no colo, mas este foi inflexível: 'se você quer algo, é você próprio quem tem que lutar para consegui-lo. Considere apenas que a solução de todo problema está contida nele mesmo.'

O garoto passou algum tempo meditando sobre as palavras de seu sábio progenitor sem sucesso quando viu uma telha se desprender do telhado por causa do forte vento. Ela caiu sobre uma pequena colina de neve e deslizou até a parte de baixo. Eureka! 'O que eu preciso é de um jeito de deslizar por aí com um pouquinho de controle, usar a peculiaridade da situação a meu favor', pensou ele, e assim foi inventado o esqui.

Costumamos encarar os problemas do lado errado. Um problema não é um muro impenetrável, é apenas uma porta que precisa da chave correta. Blá blá blá..."

O leitor interessado pode praticar a técnica usando como mote o mesmo cenário com a premissa "Se os outros conseguem, eu também faço".

Mas se alguém for realmente usar essa idéia, faça-o rápido porque o efeito estufa é bem pior do que pensávamos e as neves dos Alpes não vão durar mais muito tempo, acreditem em mim.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

O melhor das férias de janeiro sempre foi assistir aos jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

O triste disso é não ter mais idade para ser júnior...

sábado, dezembro 16, 2006

"Antes de retornar à sua terra natal, tente passar por uma região com o clima mais diferente possível que o da primeira. Do contraste brusco advém um prazer extra não experimentado por todos os viajantes." - Antigo livro maia de conselhos.

Como os maias são aquele povo "primitivo" mas mega avançado que descobriu tudo que estava no caminho da humanidade e concluiu que nem valia a pena tentar, é melhor respeitar. Uma pena que não vai estar tão frio assim não Inglaterra.

Mando noticias (e um fish'n'chips, quem sabe) quando possivel.

domingo, novembro 26, 2006

Derrotas e derrotas

Em geral tendemos a acreditar que uma derrota não é algo muito grave, ou porque se tera uma outra oportunidade de se conseguir a mesma coisa ou por conta daquelas crendices populares terriveis do tipo "Deus escreve certo por janelas tortas" ou "Fecha-se a tampa da caneta mas se abre uma porta".

Delirios à parte, é preciso admitir que existem coisas importantes em que realmente perdemos. De vez, finito, game over sem continue. E é exatamente por esse carater irreversivel que elas se tornam ainda mais importantes, afinal so'se costuma dar valor ao impossivel...

E é nesse tom incrivelmente otimista que eu desejo a todos um bom começo de semana do 30/11.

sábado, novembro 25, 2006

Pequeno pensamento sobre o passado

Ha' exatos dois anos eu fiz a prova oral para entrar aqui.

Fica a deixa para o caro leitor refletir o quanto mudou nos ultimos 730 dias, quantos sonhos realizou, quantos teve que enterrar...

Eu, infelizmente, não ando com tempo sobrando para fazer uma profunda analise sobre isso. Além do mais, existem dois anos de arquivos ao alcance de um clique para que novamente o querido leitor possa trabalhar um pouco e determinar o quanto eu mudei, quantos sonheis realizei e quantos tive que enterrar. Além das provas, meu computador esta' com um simpatico virus que faz com que ele reinicie a cada pouco. Assim sendo, deixo mais uma citação do Pessoa que retrata bem o momento:


Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.

(Ricardo Reis)

domingo, novembro 05, 2006

Seguindo

Elegemos um "novo" presidente, a Europa teve um mega blecaute, condenaram o Saddam, Israel ta' bomberdeando a Faixa de Gaza e o Sharon esta' para morrer, o Palmeiras se afunda e o São Paulo ja' é o campeão.

Nada de muito bom mas também nada de muito surpreendente nas noticias que eu perdi na semana de férias, salvo talvez o blecaute. A vida vai seguindo seu rumo, retornando à normalidade.

Da Italia ficam a saudade dos sorvetes e um sentimento de saciedade em relação à necessidade turistica incontrolavel e inexplicavel de visitar igrejas antigas.

Mais uma segunda, mais um novo mês, menos dias até o retorno ao Brasil. Tudo vai indo, tudo sempre vai indo.

José, para onde?