segunda-feira, dezembro 24, 2007

Constatação nº 378

Tudo seria melhor na minha vida, tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional, se eu soubesse resolver equações diferenciais (estou falando das mais simplezinhas, ordinárias lineares com coeficientes constantes).

Nestes termos, só me resta desejar um Feliz Natal e próspero Ano Novo a todos os leitores. No próximo post discutiremos a origem da fórmula fixa "Feliz Natal e um próspero Ano Novo".

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Comentário "coração peludo" sobre a contratação do Luxemburgo

Não basta acreditar que se é o melhor, nem mesmo ouvir isso dos outros ou se contentar com glórias passadas: o melhor é o que ganha e está acabado.

domingo, dezembro 16, 2007

O mundo

Para começo de conversa, acho bom deixar clara a minha opinião sobre os "mundiais inter-clubes": admito que tanto a Copa Toyota quanto o Mundialzinho de Verão tem o meso valor. Assim, o São Paulo é sim tri-campeão e o Corinthians, é duro admitir, também tem seu título assegurado.

Meu espírito bolivariano e meu ódio ancestral e inexplicável contra o Milan me fizeram novamente torcer pelo sulamericano, decisão essa que ocorre ano após ano desde que o sudaca em questão não seja brasileiro. O Boca perdeu, foi justo, a vida segue.

Como o jogo não me inspirou nenhum comentário metafísico excepcional (ao contrário do 13 de dezembro de 2004 cuja leitura é altamente recomendável), posto apenas para dizer que uma das propostas para 2008 é fazer uma grande compilação de todos os jogos a que eu assistir, contendo o placar provável, o placar que eu desejava ver e o que de fato ocorreu. Apenas com uma base estatística dessas poderei confirmar que eu sou sim mais azarado que a média...

sexta-feira, dezembro 14, 2007

É com muito prazer que anuncio a meus queridos leitores que na tarde de hoje sagrei-me campeão do 1º Torneio Triangular Internacional de Xadrez do Bloco 21.

Pronto, já tenho mais uma linha pra colocar no CV.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Sanidade mental é uma mera questão de média e de desvio padrão.

(Machado de Assis. Enfim, não com esses termos.)

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Dados estatísticos

Coincidência ou não, no período que se encerra agora eu obtive meu pior desempenho na Poli de todos os tempos.

Interpretem livremente...

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Mudanças

Finalmente algumas alterações nos links. Adicionados os sites do David e do Seba (dois chilenos que entraram na Polytechnique junto comigo. Necesario español intermedio, jaja) e também do Davi (notem a sutileza dos nomes, esse é um bixo dos meus bixos e aparentemente o único que herdou a tradição do blog polytechnicien).

domingo, dezembro 09, 2007

Época de vestibulares

5 anos atrás, a prova do ITA era a pior coisa que eu poderia imaginar no Universo, do ponto de vista acadêmico.

Crescer é ter um pouquinho mais de noção da própria ignorância.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Pseudo-conformismo

Não se preocupem, ano que vem tem mais.

(Enfim, isso é válido pelos próximos 5 bilhões de anos, até que o Sol exploda como gigante vermelha, englobe a Terra e torne com isso a definição atual de "ano" um tanto quanto obsoleta. Mas em todo caso fiquem tranqüilos, 5 bilhões de anos é tempo mais que suficiente para corrigir qualquer coisa que por ventura tenha falhado em 2007.)

domingo, dezembro 02, 2007

Feliz 2008!

O passado

17/11/2002. o pequeno Bruninho prestava Fuvest. 100 questões a serem resolvidas em 5 horas e que mudariam radicalmente seu destino. No entanto, essa era a menor de suas preocupações naquele dia.

Ao mesmo tempo da prova haveria a última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano. O Palmeiras jogava em Salvador contra o Vitória e precisaria ganhar para não ser rebaixado ou simplesmente arrancar um empate e contar com tropeços de outros times.

Durante a prova eu ouvia diversos rojões e não conseguia parar de pensar se eram comemoração dos palmeirenses ou dos outros torcedores. Para piorar, os rojões espocaram por diversas vezes.

A prova finalmente acabou, alea jacta est, então era hora de ir para casa, descobrir o que tinha acontecido e também, se desse vontade, conferir quantos acertos eu tinha conseguido.

Meu pai foi me buscar na saída da prova. Entrei no carro e perguntei, "E aí, pai, caiu?". Ele me respondeu "Caiu...". Ficamos os dois quietos por boa parte do caminho, depois ele quis saber se eu tinha ido bem mas isso era só um detalhe.

Confesso que o trauma foi tão grande que até hoje eu nunca vi os gols daquele 4 a 3. Fui aprovado (eu ia escrever "deu tudo certo na Fuvest" mas "dar certo" é um conceito que exige uma valoração subjetiva que foge do escopo deste texto), o Palmeiras foi campeão da Segundona em 2003 e tudo seguiu seu rumo normalmente.

Porém, o rancor e o desejo de vingança permaneceram bem guardados nos corações de toda a nação verde. Com o rebaixamento iminente do Corinthians, eu peço, caríssimos Grêmio e Internacional, dêem uma alegria aos milhões de não-corinthianos de nosso país.

sábado, dezembro 01, 2007

'A maioria dos estudantes pensa que antes de fazer pesquisa é preciso dominar tudo que já foi realizado. Para contrabalançar esse conceito e estimular um interesse adiantado pelo trabalho independente, Jacobi contava a parábola: "Seu pai nunca teria se casado, e você nunca teria nascido, se ele insistisse em conhecer todas as garotas do mundo antes de se casar com uma."'

(Introdução à história da matemática, Howard Eves)

sexta-feira, novembro 30, 2007

Por circunstâncias que estão além do escopo deste blog, entrei no ônibus hoje à tarde segurando um imenso e ridículo rolo de papel de presente da Hello Kitty. Passei da catraca e me posicionei estrategicamente perto de um cara com jeito de maluco que conversava com uma moça visivelmente pouco interessada no assunto.

O cidadão dizia ser descendente do Eusébio Matoso (o da avenida perto do Eldorado), e segundo ele o Eusébio Matoso é o mesmo da Lei Eusébio de Queirós. Segundo a wikipedia, o da lei também se chamava Matoso mas acho que o nome da rua vem do outro mesmo. Enfim, o cara era só meio maluco.

A moça se levantou e foi embora. Fiquei com alguma vontade de perguntar mais para o cara mas ia soar Forrest Gump demais para ser verdade. Como coisas estranhas acontecem comigo no transporte público, ele puxou conversa.

Logo de cara ele perguntou se eu era matemático, disse que eu não tinha cara de quem faz história. Merda, eu sabia que eu não devia ter feito a barba. Mostrou-me o livro que estava lendo ("Einstein e a religião") e perguntou se eu era "um deles". Deles quem? Gênios da física teórica? Ateus bizarros? Caras com cabelo engraçado? Respondi que não, por segurança. Ele explicou-se melhor e disse que eu tinha jeito de judeu, então de fato eu não sou um deles.

Perguntou em seguida se eu também estava recebendo o canudo hoje, pois era o último dia de aula da moça. Respondi que curiosamente sim, mas não da Usp e sim da Polytechnique (meu certificado de lá chegou essa semana pelo correio, eu tinha acabado de retirá-lo). Ele não só conhecia ("a escola do Poincaré, não? Então você deve ser inteligente, meus parabéns") como também começou a falar em francês comigo. Bizarro.

Tive que descer no ponto seguinte, precisava resolver umas coisas do meu futuro acadêmico. O cidadão seguiu no ônibus e a vida retorna ao normal.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Meio revolucionário

Já repararam que as traduções da palavra "meio" começam com "m" em todas as línguas da Europa Ocidental? Mesmo para alguns países escandinavos isso é verdade, como se vê aqui.

A minha tese é que isso ocorre porque a letra m já ficava no meio do alfabeto latino, dividindo-o obviamente em duas Metades. Esperava conseguir alguma explicação extra procurando a tradução em grego mas ela não foi muito esclarecedora ("mesaia", na transcrição literal em nosso alfabeto). O padrão parece ser o mesmo em grego, afinal o µ também fica no µeio.

Porém, em russo (portanto com o alfabeto cirílico) já não há nenhuma relação.

Enfim, eu achei isso tudo meio legal...

sexta-feira, novembro 23, 2007

Surpreendente

Numa recente operação da Polícia Federal (acho que relacionado ao Law Kin Chong), os canais de TV mostraram os agentes da Polícia apreendendo computadores que teriam sido utilizados pela rede criminosa.

A parte surpreendente é que os policiais apareciam carregando os MONITORES em direção às viaturas...Prefiro acreditar que seja apenas burrice e que elas achavam que os respectivos monitores seriam fundamentais para análise das informações gravadas nos computadores...

terça-feira, novembro 20, 2007

Perdida

Admito que não tenho um coração dos mais bondosos. Além disso, confesso também que meu senso de direção não é dos melhores. Por causa do primeiro fato e apesar do segundo, digo que achei graça no desaparecimento de uma baleia no meio do Pará.

Para quem não está a par da notícia, http://bichos.uol.com.br/ultnot/agencia/ult4595u41.jhtm. Em termos gerais, a bichinha de 5 metros errou uma curva lá na altura da ilha do Marajó, entrou à esquerda onde não devia e percorreu 800 km rio acima. Ferida, não resistiu e foi encontrada morta neste feriado.

Cá entre nós, leitores maldosos, será que é tão difícil assim diferenciar um rio do mar? Pelo bem da natureza, não me foi dada a oportunidade de passar minha existência nadando pelos mares, assim não tenho como afirmar com certeza que tal tarefa é realmente fácil. Em todo caso, insisto que a pobrezinha deveria ter percebido que o mar estava meio estreito e raso, ou que ela se desse conta de que nadar OITOCENTOS QUILÔMETROS na mesma direção não era exatamente uma boa idéia.

Requiescat in pace, carus cetaceum...