terça-feira, julho 29, 2008

Cena quotidiana: 3 estrangeiros (loiramente estrangeiros) entram num ônibus em direção à universidade. Interpelam o motorista: "Do you speak English?". Pobres...

Obviamente o motorista não speakava muita coisa. Para piorar a situação deles, ele também não falava muito bem nem em português: era chileno. Mesmo assim, há uma comoção no ônibus, diversas pessoas ajudam, a cobradora dá palpite, descobre-se finalmente que eles querem ir para o Instituo Butantã.

Sem querer parecer arrogante, sei que boa parte dos leitores habituais d'O Blog precisou em algum momento tomar ônibus num outro país. Sem querer parecer profeta, sei também que muitos não conseguiram a ajuda de que necessitavam não por não conseguir se comunicar de forma alguma, mas sim por falar a língua do tal país com sotaque.

De volta aos estrangeiros do ônibus, a cobradora fez com que o ônibus parasse no meio da rua para que ficasse mais cômodo e ainda deixou que eles saíssem sem pagar.

Os conquistadores portugueses não sabiam que nem precisava dos espelhinhos...

Mesma linha do anterior

Madrugada. Aluno fazendo trabalhos bizarros, gerando números aleatórios e tentando enxergar um padrão que permita salvar a pátria.

De repente, acaba o programa na TV e passa a propaganda de "Uma Mente Brilhante".

Novamente, não tão complexas. Em todo caso, um bom momento para desligar o computaor.

sexta-feira, julho 25, 2008

Cachorro Morto

"Bruno é um garoto especial, craque em matemática e sabe de cor todos os países do mundo e suas capitais. Ele nunca vai muito além de seu próprio mundo, capaz de resolver complicadas equações, mas com nenhuma habilidade para lidar com emoções ou pessoas. Um dia o garoto encontra um cão morto no jardim e a partir daí vai ter que começar a interagir com outras pessoas.

O roteiro foi inspirado em três livros: o inglês e premiado The Curious Incident of the Dog in the Night-time, de Mark Haddon; A Música dos Números Primos, de Marcus du Sautoy; e Nascido num Dia Azul, do autor Daniel Tammet.

Esta montagem integra o Primeiro Sinal, espaço aberto para grupos emergentes, jovens artistas, novas linguagens e maneiras de pensar a poética teatral, variadas formas de concepção cênica, diversidade estética e experimentação.

Ficha Técnica
Elenco: Aline Filócomo, Luciana Paez, Bruno Freire, Thiago Amaral e Maria Amélia Farah
Direção e texto: Leonardo Moreira
Figurino: William Moreira
Animações e trilha sonora: Gustavo Borrmann
Iluminação: Marisa Bentivegna"

Fonte: http://www.guiadasemana.com.br/event.asp?/Cachorro_Morto/ARTES_E_TEATRO/SAO_PAULO/&a=1&ID=9&cd_event=39005&cd_city=1

(Não tão complicadas assim, admito...)

quarta-feira, julho 09, 2008

Atualizando a revolta

Depois de anos de transporte público, cheguei à conclusão que existe algo pior que as "pessoas rolhas" que bloqueiam as escadas rolantes do metrô ficando paradas no lado esquerdo.

Estou falando do "fake do vou descer no próximo". Vocês também conhecem o tipo, é aquele que caminha determinado até a porta do ônibus e subitamente pára na escada, sem razão aparante. Não, ele não ia descer e agora é tarde demais, você também descerá no próximo.

ps: sim, já tivemos grandes temas. Hoje as vacas estão tão magras que nem mugem...

terça-feira, julho 08, 2008

O otimismo de alguém pode ser estimado pela razão entre o número de "pelo menos" e "na pior das hipóteses" que essa pessoa fala.

quinta-feira, julho 03, 2008

"Cheguei. Chegaste. (...)
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo." (Olavo Bilac)

Prova prática para tirar a carta. O engenheiro, controlado como de costume, treme como vara verde.

Curiosamente tudo se passa bem. A primeira curva, a segunda curva, a baliza, a primeira ladeira, a segunda ladeira...Incrível, funcionava bem mesmo. Apenas mais uma saída de uma ladeira tranqüila, não atropelar nenhuma velhinha e estava acabado.

Porém, todos sabemos que não acaba enquanto não termina, como diria Yogi Berra.

O carro morreu. Tudo bem, estava parado, são apenas dois pontos. É só sair corretamente e vai dar certo.

Consigo sair. Cantando pneu. 3 pontos. Finito.

Daqui a 3 semanas tem mais.

PS: O blog completou 6 anos de vida. Viva!

sábado, junho 21, 2008

Preâmbulo: Depois de quase dois anos vivendo na Polytechnique, um belo dia alguém descobriu que havia um serviço de auxílio para deficientes vocais (existe esse termo politicamente correto? Enfim, para mudos) que precisavam telefonar para alguém. Bastava escrever a mensagem e enviá-la para um email X que um programa de computador se encarregava de identificar o idioma da mensagem e gravava uma mensagem na secretária eletrônica do destinatário com "leitura" do texto. Muito útil, por isso levamos tão pouco tempo para descobri-lo.

O sistema funcionava em francês, inglês e espanhol. Se não fosse identificada nenhuma dessas línguas, a máquina lia segundo a fonética do francês. Um gênio chamado Milouse (contando com a mui pequena colaboração deste escriba) conseguiu o impossível: fazer a máquina cantar.


sexta-feira, junho 20, 2008

Dúvidas dos leitores - 5

1 - Pontos fracos criptografia quântica

O grande problema é que os pontos fracos são pontos fortes também.

2 - http://search.msn.com/results.aspx?q=+preciso+saber+como+sao+feitas+as+perguntas
+ao+fazer+um+texte+no+ministerio+de+energia+e+aguas+&go=&form=QBRE

AS perguntaS São feitaS com S.

3 - http://search.live.com/results.aspx?srch=105&FORM=IE7RE&q=TESTO+ACADEMICO+SOBRE
+RECICLAGEM+E+MEIO+AMBIENTE

PaXe no minixtério de energia e aguax, parece que elex têm algo por lá.

4 - na vida tudo tem um sentido

Menos a faixa de Möbius e a garrafa de Klein.

(e a salsicha, que tem dois).

terça-feira, junho 17, 2008

Nos bons tempos em que eu assistia Jornal Hoje à tarde, havia sempre alguma matéria sobre o mundo "fashion", mostrando as tendências da moda européia que levariam anos para chegar ao Brasil.

É claro que nunca dei nenhuma importância a esse tipo de informação. Apesar do meu desinteresse, não havia como não reparar nos ridículos casacos que muitas das francesas usavam uns anos atrás (e talvez ainda hoje), sempre com aquele tradicional capuz de esquimó.

Não faz frio em Paris como na Groenlândia, ao menos não num dia comum. Por isso, o acessório só se justifica como frescura.

Outro dia no metrô reparei que uma menina usava um casaco desse estilo. Olhei ao redor e vi que mais da metade das mulheres com casaco portava o bizarro capuz com pelinhos.

Por incresça que parível, muitas vezes faz mais frio numa estação de metrô da Linha Vermelha do que em Paris. No entanto, ainda se está longe dos padrões groenlandeses e a única conclusão é que aquelas matérias do Jornal Hoje tinham razão, afinal de contas. Assustador.

quinta-feira, junho 12, 2008

Felipão foi anunciado como novo técnico do Chelsea. Há 3 anos, quando a minha confiança no povo brasileiro diante dos europeus era incrivelmente maior, acreditei que Luxemburgo daria jeito no Real Madrid e criaria a maior academia do novo século. Errei. Muitos erramos na Europa, pedimos desculpas por isso.

Novamente creio que o técnico brasileiro vá fazer o milagre que outros estrangeiros poderosos não conseguiram. O gaúcho do bigode tem uma magia especial com times azuis e vai trabalhar com orçamento ilimitado, sonho de qualquer técnico de Champioship Manager ou afins.

Segundo minhas fontes secretas, a lista de reforços exigida por Scolari é encabeçada por Deco, Arce e Paulo Nunes...

terça-feira, junho 10, 2008

Identificação de sistemas

"O modelo deve explicar tudo que for explicável nos dados. Se isso ocorrer, então os resíduos conterão apenas aquilo que não é explicável e, conseqüentemente, serão brancos."

(antes que alguém se manifeste, o termo "branco" tem um significado técnico preciso, não se trata de racismo gratuito)

quinta-feira, junho 05, 2008

Pois é...

Futebol não é algo que envolva racionalidades, por definição. Porém, se eu devesse escolher um time apenas com a razão creio que seria o Boca.

É claro que esse raciocínio é um tanto falacioso, pois a escolha seria motivada em grande parte pela emoção que os jogos desses portenhos específicos levanta. Tautologias e tautomerismos à parte, devo acrescentar que a preferência pelos bosteros poderia vir da aparente invencibilidade que eles transmitiam.

Pois bem, pela primeira vez vi o Boca ser eliminado de uma Libertadores por um time brasileiro. E, tristeza das tristezas, estou certo de que a minha escolha "racional" é bastante adequada. Ano que vem tem mais, Corinthians que aguarde.

terça-feira, junho 03, 2008

Lição do dia

Como se fala "O rei está acordando" em lituano?

PS1: ESPN tb é cultura.
PS2: Milouse, je compte sur toi.

domingo, junho 01, 2008

Tupiniquins...

Dida; Dedé(lateral-esquerdo, ex-Atlético Mineiro), Dudu (da Academia do Palmeiras), Didi (o "Príncipe Etíope); Dodô, Dadá (Maravilha) e Didi (ex-Corinthians).

Não consegui escalar um time de futebol, com o pessoal acima dá no máximo para fazer uma equipe de society. Pensei em roubar com alguns Edus (o ponta do Santos, aqueles do São Paulo e do Corinthians dos anos 90), Adão (Cláudio Adão) e pronto. Haveria ainda alguns reservas estilo Ado (goleiro do Corinthians nos anos 70) e Dedimar (ou um "m" é suficiente para excluir o coitado).

sábado, maio 31, 2008

Finais alternativos

Parei para assistir ao último capítulo da novela do horário nobre da Globo. Inútil dar um argumento do estilo "foi para fazer companhia para a minha vó", soaria como o tradicional "só assisto Chaves quando meu irmãozinho muda de canal".

O que me surpreendeu (admitam que é raro ser surpreendido em último capítulo) foi o destino dado à vilã maluca da trama: sem assassinato na estrada, internação em hospício ou arrependimento redentor.

Nada, mandaram ela para Paris. Clap, clap, clap.

Papagaio de pirata

http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/celular-no-metro-de-sao-paulo-problemas-no-primeiro-dia-040272CC8983E6?types=A&