quarta-feira, outubro 11, 2006

Mudanças de rumo...

Numa daquelas conversas que não levam a lugar algum, pensei num bom assunto para o post de hoje: Palmeiras e Asa de Arapiraca, 20/02/2002. Seria um belo post dramatico/depressivo. Encontrei, inclusive, algo assaz engraçado: http://miltonneves.uol.com.br//radio/jornal_esportes.asp, "audio 3", Narração do Locutor de Arapiraca, na parte mais baixa da pagina.

O argumento era simplorio. E' facil associar um periodo de 4 anos à vida na Terra, afinal seu principal evento, a Copa do Mundo, tem essa freqüência. Existem, ainda, eventos subsidiarios para embasar essa tese, como Olimpiadas, anos bissextos, eleições, etc.

Procurando um video para ilustrar essa derrota tão impressionante, encontrei isso: http://youtube.com/watch?v=pgYFbrrqrKk. Peço ao leitor preguiçoso que faça um esforço e visite ao menos esse link.

Ao leitor ainda mais preguiçoso, vou me dar ao trabalho de explicar; maio de 99, certamente o mês mais impressionante da historia desse time alvi-verde. Acho que é ilustrativo dizer que meu pai, nessa época, chegou a visitar um cardiologista, preocupado em ter um piripaque em alguma dessas decisões...Depois de eliminar o Corinthians nos jogos que mudaram a vida de um certo jovem goleiro chamado Marcos, enfrentou o Flamengo no Rio e perdeu, 1 a 0, gol de Romario (ele bateu um pênalti, o possuido goleiro defendeu mas no rebate ele marcou). O time perdeu em seguida para o River Plate, na Argentina. Eram jogos às quartas, sextas e domingos, algo desumano...

Parecia que tudo estava degringolando, em São Paulo os cariocas venciam por 2 a 1, faltavam 15 minutos e precisava-se de 3 gols. O resto do jogo seguia a sequencia habitual, o desespero de se colocar um ponta no lugar do lateral, um gol aos 35 para dar aquela vã esperança que nos mata e não leva a lugar nenhum, mas de algum modo o ponta citado, predestinado, marcou mais dois milagrosos gols e o time verde ganhou.

Ok, muito bonito. A parte triste da historia é que eu, sentindo que a virada era impossivel, subi para meu quarto depois do segundo gol rubro-negro. E não vi, certamente, nem o empate nem a virada. Creio ter visto o quarto gol, mas talvez seja apenas reconstituição de uma memoria falsa.

é isso, meus caros, às vezes a vida nos apronta umas belas peças e em outras a gente não coloca esperança nenhuma de se salvar mas no fim da' certo. Infelizmente, nesse caso é um "da' certo" um tanto quanto amargo pelo remorso de não ter acreditado, mas eu tinha me disposto a fazer um post "para cima".

Pensando melhor, mesmo o video que devia contribuir para a parte "alegre" é um tanto quanto triste por ser um passado completamente enterrado e ao qual não ha' nenhuma espécie de retorno, ao contrario dos fracassos estilo ASA e do rebaixamento que se seguiu naquele fatidicio 17 de novembro de 2002, quatro anos atras, portanto...

"E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto."

PS: esqueçam esse post, fique apenas com o Euler (ou Euller, vai saber se preferes gols espíritas ou oscilações periódicas, eu acabei meu texto e não cheguei a lugar algum).

2 comentários:

Ju disse...

Graaande filho do vento!!! ;-)

Julio disse...

Sei que ainda duvida dos tortuosos caminhos que a pelota tão "redondinha" pode por vezes seguir ... Domingo ultimo, aconteceu de novo. Um enorme coração verde bateu no peito de vinte e duas mil almas e fez tremer a terra pelo lado Oeste desta tua cidade... Restavam apenas 13 minutos. É bem verdade que o milagreiro goleiro nao estava mais em campo, mas esta, com certeza é outra historia.